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Produtores rurais são orientados sobre uso da água para irrigação

05/05/2016

irrigacao

 

A Samarco promoveu hoje, 5 de maio, uma palestra para produtores rurais das cidades de Resplendor, Itueta e Aimorés, em Minas Gerais, a respeito do uso da água do Rio Doce para irrigação. Com apoio do Instituto Capixaba de Ciências e Administração (ICCA), a empresa mostrou como são feitos os estudos que atestam a qualidade da água da bacia do Rio Doce para uso na lavoura, a partir da cidade de Governador Valadares (MG).

A Samarco passou a contar com o ICCA para avaliar se a água do Rio Doce estava própria para uso na irrigação em janeiro. Foram escolhidas duas propriedades rurais por cidade para a coleta de água do rio, de 15 em 15 dias, e a avaliação de 23 diferentes parâmetros que, conforme a bibliografia a respeito, indicam se a água é própria para uso na lavoura. A partir de então, mais de 90 laudos foram gerados e alguns deles protocolados junto às prefeituras das cidades.

Já em janeiro, os laudos – com base no material coletado entre Governador Valadares e Regência (ES) – começaram a apontar que a água estava própria para irrigação. Sendo assim, os produtores de cidades como Baixo Guandu e Linhares, no Espírito Santo, retomaram o plantio de insumos. Na época da colheita, foram retiradas amostras das plantas e do solo que tiveram contato com a água por meio da irrigação. Análises em laboratório indicaram que não houve qualquer tipo de alteração, estando a água própria para este fim.

O estudo das plantas e do solo é um complemento às análises da água feitas conforme parâmetros da resolução 357 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre a “classificação dos corpos d’água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento”. Além da inspeção quinzenal dos 23 itens indicados em bibliografia, uma vez ao mês é feita uma análise segundo os parâmetros elencados pelo órgão federal.

O que é o ICCA?

O Instituto Capixaba de Ciências e Administração (ICCA) é um instituto de pesquisa com sede em Vitória (ES). Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que fomenta pesquisas científicas inovadoras que beneficiem direta ou indiretamente a sociedade. O convidado do ICCA na palestra foi o professor Alessandro Ramos, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

Confira quais são os 23 parâmetros avaliados quinzenalmente:

1 – Turbidez
2 – Sólidos dissolvidos totais
3 – Condutividade elétrica
4 – PH
5 – Razão de adsorção de sódio
6 – Ferro total
7 – Sódio total
8 – Cloro
9 – Carbonato
10 – Dureza (CACO3)
11 – Bicarbonato
12 – Sulfato
13 – Fósforo
14 – Potássio
15 – Cálcio
16 – Magnésio
17 – Boro
18 – Manganês
19 – Zinco
20 – Cobre
21 – Alumínio
22 – Nitrato
23 – Ferro +2(Reduzido) +3(Oxidado)

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