dique s4

Dique S4, janeiro de 2017

Barragens

A barragem é uma estrutura feita para conter e armazenar os rejeitos provenientes do material extraído durante a atividade mineradora. Veja quais são e como funcionam as estruturas de uma barragem:

infografico

  1. Dique principal ou barramento: estrutura construída por taludes com a função de conter rejeitos.
  2. Crista: local onde se inicia a disposição do rejeito arenoso e ponto mais alto da barragem.
  3. Reservatório de rejeito arenoso: local onde ocorre a disposição de rejeito arenoso gerado no processo de beneficiamento.
  4. Reservatório de rejeito fino (lama): local onde ocorre a disposição de rejeito fino gerado no processo de beneficiamento.
  5. Diques auxiliares: estruturas que servem para delimitar as áreas de disposição de rejeito e permitir um manejo adequado.
  6. Ombreira: terreno natural onde a barragem se encaixa.
  7. Vertedouro: estrutura que permite a saída de água do reservatório.*
  8. Drenagem interna: estrutura que permite que a água seja drenada pelo sistema de drenos internos.*

*A água que sai do sistema de drenagem interna e a água do vertedouro são levadas para o curso natural do córrego, no fundo dos vales, onde podem ou não ser captadas e reutilizadas no processo de beneficiamento do minério de ferro. No caso da Samarco, as águas são tratadas, sendo uma parte reutilizada no processo produtivo e o restante retornado ao meio ambiente.

 

No processo de beneficiamento do minério de ferro, o material extraído durante a atividade mineradora é separado: o minério segue para a produção das pelotas e a mistura de água, partículas de óxidos de ferro e sílica ou quartzo – chamada de rejeito – é descartada.

À medida que o rejeito é depositado, a parte sólida se acomoda no fundo da barragem e a água decanta. A água então é drenada e tratada, com parte sendo reutilizada no processo de mineração e o restante devolvido ao ambiente.

A composição do rejeito não contamina a água e não representa risco para a saúde humana. Entenda qual a composição do rejeito neste vídeo:

 

Sistema de contenção de rejeito e segurança das estruturas remanescentes

 

Após o rompimento da barragem de Fundão, era necessário garantir a segurança das estruturas remanescentes e conter os rejeitos que permaneceram no vale do Fundão. De novembro de 2015 e janeiro de 2017, um dos focos da empresa foram as obras do sistema de contenção de rejeitos.

De início, a preocupação com a segurança das estruturas levou às obras de reforço nos diques de Sela, Tulipa e Selinha, das barragens de Germano. Algumas das intervenções foram concluídas em 2016 e outras têm previsão de entrega até meados de 2017.

Em fevereiro de 2016, foram concluídos os diques S1 e S2, que contribuíram para a contenção de rejeitos no pico do período chuvoso de 2016. No mesmo período, foi construído o dique S3, que tem maior capacidade de contenção de rejeitos. Em novembro de 2016, a estrutura foi alteada e teve a capacidade de contenção de rejeitos ampliada.

Outra estrutura importante é Nova Santarém, finalizada em dezembro de 2016 e com capacidade de contenção superior a 5 milhões de metros cúbicos. A estrutura foi construída em solo compactado e blocos de rocha.

As obras de um quarto dique, chamado de S4, localizado no distrito de Bento Rodrigues, foram concluídas em janeiro de 2017. O objetivo da estrutura é evitar qualquer carreamento de sedimentos que estão no distrito para o Rio Gualaxo do Norte. Com a conclusão do dique, foi possível observar uma significativa redução dos índices de turbidez*.

O S4 tem caráter temporário e a área alagada pelo dique é uma região já impactada pelo rompimento. Além disso, a estrutura não afeta ruínas e edificações existentes como a Capela de São Bento e o cemitério.

 

Monitoramento e segurança

 

Para certificar que as estruturas das barragens permanecem estáveis, a Samarco conta com diversas formas de monitoramento, como o uso de equipamentos para medir a pressão e o nível da água, a utilização de radares especializados, a realização de inspeções no local e a distância (na sala de monitoramento) e a execução de obras de reforços e pequenas intervenções emergenciais nas estruturas.

Desde o rompimento da barragem, o processo de monitoramento das estruturas foi reforçado, contando com ações como:

– Monitoramento 24 horas: drones, inspeções em campo, medidores do nível de água e pressão são os equipamentos que auxiliam a equipe especializada no monitoramento das estruturas.

– Bombas para remoção de água: cinco bombas instaladas para direcionar a água da chuva até o tratamento na Usina de Germano.

– Tratamento de água: a água da barragem de Santarém está sendo tratada para que os sedimentos permaneçam no fundo da estrutura e não sigam o curso d’água.

 

Novo plano de emergência

 

Em conjunto com a Defesa Civil, foi criado um plano atualizado com procedimentos de emergência. Em caso de alguma ocorrência que possa oferecer riscos, toda a comunidade será avisada por meio das sirenes já instaladas em municípios de Mariana e Barra Longa.

Os profissionais envolvidos no monitoramento constante das estruturas são orientados a acionar botões que disparam sirenes instaladas em distritos de Mariana e Barra Longa. Esses locais foram mapeados em conjunto com a Defesa Civil que, também avisada nesses casos, orienta a população sobre possíveis medidas de segurança a serem tomadas.

Além da equipe preparada, a Samarco está desenvolvendo ações para manter a população informada sobre os procedimentos emergenciais. Dois exercícios de simulado de emergência foram feitos em 2016 com o objetivo de formar as comunidades e orientá-las sobre o procedimento de emergência em situação real.