Acesso rápido

Transporte

O transporte das pelotas segue o seguinte esquema:

 

 

1. Navio à vista


Navio Quando as pelotas já estão no pátio, prontas para serem embarcadas, e o navio que vai fazer o transporte já foi nomeado pela Samarco ou pelo cliente, uma agência marítima especializada entra em contato com o Porto e fornece uma série de informações sobre o navio, como a quantidade de pelotas a serem embarcadas e a data em que o navio chegará ao porto. Além disso, esta agência representa a armador (proprietário ou empresa que locou o navio), cuida para que a documentação do navio esteja completa e para que não haja imprevistos em relação ao abastecimento e á troca de tripulação.

 

 

2. Porto de Ubu


Porto Ubu Quando o navio chega ao porto de Ubu, começam as inspeções. Primeiro, a Vigilância Sanitária verifica as condições de saúde e higiene a bordo. Depois, a Receita Federal e a Polícia Federal fazem uma vistoria, com o objetivo de checar as condições gerais do navio.  Além disso, conferem a documentação, tanto do navio, quanto da tripulação. O tripulante que não estiver com seu passaporte e visto atualizados fica proibido de descer do navio.  Somente após a inspeção e liberação do navio pelos órgãos responsáveis, os processos de atracação e carregamento tem início.

 

 

3. Atracação


Apesar de possuírem motor próprio, as navios Panamax (capacidade de até 70 mil toneladas) e Cape Size (capacidade de até 200 mil toneladas) que chagam ao Porto de Ubu, não tem controle preciso de direção. Por isso, dependem do apoio de rebocadores para efetuarem as manobras de atracação.

 

Atracação Quando o navio se aproxima de um dos berços de atracação, o prático vai até o navio de lancha para orientar as manobras, junto aos rebocadores. O número de rebocadores depende do tamanho do navio. Assim, quanto maior for o navio, mais rebocadores serão necessários para guiar as manobras.


Se, no momento da atracação estiver ventando ou chovendo muito, por exemplo, o número de rebocadores deve ser maior. Geralmente, esse processo dura cerca de duas horas e meia.

 

Quando o navio chega a um dos berços, a tripulação joga as cordas para o amarradores  que estão no píer. Aí começa o trabalho de amarração do navio ao berço, evitando deslocamentos e dificuldades no carregamento.

 


4. Carregamento


Carregando o Navio Antes do embarque, as pelotas ficam estocadas em dois pátios equipados com uma recuperadora, que leva o produto até a correia transportadora, que conduz as pelotas ao ship loader. A correia transportadora tem capacidade de carregar 7,5 mil toneladas de pelotas por hora. O carregamento do navio depende do chamado plano de carga.

 

Para evitar a concentração do minério em algum compartimento do navio, o carregamento é realizado por partes. Cada carregamento demora em torno de 48 horas, no entanto, esse tempo pode sofrer alterações dependendo do volume da carga e das condições climáticas. Normalmente, a Samarco  carrega de 12 a 14 navios por mês. Com a terceira pelotização, a expectativa é de que a empresa carregue cerca de 18 a 20 navios por mês.

 

 

5. Pronto para zarpar


Terminado o carregamento, a equipe do Porto faz a Leitura de Calado. Assim, quando o navio deixa o Porto de Ubu, a Samarco sabe o volume da carga que foi transportada para o cliente. Esse processo permite controlar possíveis alterações no volume da carga durante a viagem em virtude da compactação das pelotas, por exemplo, que pode dar a impressão que o navio está coma  carga inferior à encomendada, ou entrada de água em algum compartimento, dando impressão de carga superior à solicitada.


Depois disso, o navio está pronto para zarpar. Mas, o trabalho da Samarco ainda não terminou.

 

Mesmo à distância, a empresa, com o apoio da agência marítima, faz o monitoramento de toda a viagem, até a chegada das pelotas ao cliente. Os prazos são rigorosamente controlados para que não haja atrasos capazes de comprometer os processos dos clientes da Samarco.

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