Perguntas frequentes

O rejeito, proveniente do processo de beneficiamento do minério de ferro, não é tóxico e não representa risco para a saúde humana, uma vez que não disponibiliza contaminantes para a água, mesmo em condições de exposição à chuva. Ele é composto basicamente de água, partículas de óxidos de ferro e sílica (ou quartzo).

Análises feitas pela SGS Geosol, empresa especializada em análises ambientais e geoquímicas do solo, confirmam que o rejeito da Barragem de Fundão não oferece perigo para as pessoas, com base na classificação da periculosidade do material (ABNT 1004). As amostras foram colhidas em diversos pontos próximos ao local do acidente.

Os testes simularam situações como manuseio do rejeito por qualquer pessoa sem cuidados especiais, exposição a chuvas por vários anos e contato com águas correntes, como enxurradas. O material também foi analisado considerando seu índice de acidez, neutralidade ou alcalinidade (PH), sua corrosividade e a possibilidade de gerar reação violenta.

Também foi verificada a presença das seguintes substâncias: alumínio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianeto, cloreto, cobre, cromo, ferro, fluoretos, manganês, mercúrio, nitrato, prata, selênio, sódio, sulfato, zinco, fenóis, coagulantes e floculantes. Vale lembrar que os metais encontrados por meio do monitoramento sempre estiveram presentes no curso do Rio Doce. Com a passagem da pluma, eles se movimentaram e vieram à superfície. Por isso, alguns índices estão acima do limite estabelecido pela legislação. A tendência é que os números voltem ao normal à medida que a pluma se acomodar.

Desde o dia seguinte ao acidente em Mariana, estamos trabalhando em conjunto com ONGs e voluntários da região para resgatar e acomodar animais isolados nas cidades que foram atingidas pelo acidente. Milhares de animais de pequeno e grande porte estão sendo assistidos pelas equipes.

Cachorros, gatos, porcos, cavalos entre outras espécies estão abrigados em uma estrutura na zona urbana e em fazendas da região. Os animais estão recebendo atendimento médico-veterinário, alimentação adequada e acompanhamento diário.

Também estamos fazendo a distribuição de insumos (milho, ração, fubá, farelo e sal, entre outros) para os animais que estão na zona rural.

Entre os animais resgatados, muitos foram identificados pelos donos e levados para as residências onde estão acomodados. Outros ficarão, temporariamente, abrigados nos galpões e nas fazendas, com o acompanhamento de equipe especializada.

Estamos realizando intervenções nas barragens de Germano e Santarém para reforçar as estruturas remanescentes e ampliar a fator de segurança. Uma equipe multidisciplinar se dedica à segurança das barragens, com peritos internos e externos dedicados a esse trabalho.

Também contamos com o monitoramento da área, 24 horas por dia, por meio de radares, câmeras, drones (aeronaves equipadas com câmeras comandadas à distância), instrumentos para medir o nível e pressão internos de água das barragens, inspeções diárias locais, realizadas por equipe técnica, e sala de monitoramento visual. Para esse trabalho, mais de 40 profissionais da Samarco se revezam em turnos.

A pluma é composta basicamente por água e partículas sólidas de óxidos de ferro e sílica (areia) ou quartzo, proveniente do processo de beneficiamento do minério de ferro. As partículas sólidas em suspensão deixam a água com aspecto turvo.

As ações para reassentamento definitivo das famílias estão em discussão entre a empresa, comunidades impactadas e órgãos competentes. Qualquer decisão nesse sentido será validada em conjunto, assim como todas as ações realizadas até o momento.

O foco da empresa neste momento continua sendo o atendimento às pessoas e a mitigação das consequências ao meio ambiente. As operações na Unidade de Germano, em Minas Gerais, e na Unidade de Ubu, em Anchieta, Espírito Santo, estão paralisadas.

Com isso, foi concedida licença remunerada para os empregados até o dia 29 de novembro, seguida de férias coletivas, com retorno marcado para o dia 11 de janeiro.

Em dezembro, a empresa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais e do Espírito Santo, no qual se compromete a não dispensar esses empregados até o dia 1º de março de 2016. Até a data, a empresa também não rescindirá contratos de prestação de serviços permanentes.

Desde o início, com apoio de nossos acionistas, Vale e BHP Billiton, nós mobilizamos todos os esforços para priorizar o atendimento e a integridade das pessoas que estavam no local do acidente ou nas imediações.

No primeiro momento, as famílias foram alojadas em hotéis e pousadas da região de Mariana, até que fosse iniciado o processo de transferência para residências alugadas, uma alternativa temporária para garantir uma melhor condição de moradia, até que tenhamos uma solução definitiva.

Em resposta às recomendações do Ministério Público, a Samarco também está oferecendo auxílio financeiro às famílias, no valor mensal de um salário mínimo para cada núcleo familiar e um adicional de 20% do salário mínimo para cada um dos dependentes, mais uma cesta básica. O auxílio foi estendido para ribeirinhos e pescadores cuja subsistência dependia do Rio Doce. Para esse grupo, será pago mensalmente um salário mínimo, mais 20% do salário para cada dependente e o valor equivalente a uma cesta básica, referenciado pelo DIEESE.

Conheça as etapas da entrega das casas.

A Samarco contratou a consultoria internacional Golder Associates para mapear os impactos ambientais e traçar o plano de ações para recuperação do Rio Doce. Equipes da Samarco seguem dedicadas, também, aos trabalhos feitos às margens do Rio Doce.
Como ação preventiva, espécies de peixes e crustáceos das regiões de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Aimorés foram resgatados e encaminhados para outros cursos d’águas, com características semelhantes ao de seu habitat original. O trabalho é executado com a autorização e acompanhamento do IBAMA.
Em Colatina, 150 mil peixes foram resgatados pelo projeto Arca de Noé, iniciativa liderada por pescadores apoiados pela Samarco. As espécies foram transferidas para lagoas da região.

Para a limpeza dos cursos d’água, estão sendo recolhidos os peixes mortos, cujas carcaças são direcionadas para aterros sanitários devidamente licenciados.

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