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Samarco promove debate sobre Compliance nas organizações

07/03/2018

Belo Horizonte, MG 
Evento Corporativo Samarco

Foto: Pedro Gontijo / Nitro   06.03.2017

 

Para estimular o debate sobre os desafios da construção de programas de Compliance, a Samarco realizou, ontem, em parceria com o Centro de Pesquisa e Ensino em Compliance (CPEC), o evento “Diálogo sobre Compliance nas organizações”. O evento reuniu especialistas sobre o assunto, que tiveram a oportunidade de debater sobre as tendências europeias e as suas repercussões no Brasil em temas como due diligence de terceiros, privacidade e integração de riscos, e sobre os desafios e oportunidades sobre Compliance nas organizações.

O diretor-presidente da Samarco, Roberto Carvalho, que participou de um dos painéis, destacou que a empresa iniciou a construção de seu Programa de Compliance em 2002 e que a cultura da integridade já está disseminada entre os empregados. “Assumi a presidência da empresa logo depois do rompimento da barragem de Fundão e posso afirmar que a exposição de todos os empregados após o ocorrido foi muito grande. Intensificamos as interações com diversos públicos, principalmente na fase emergencial e não tivemos nenhum registro de caso de desvio de conduta relacionado à corrupção”, afirmou.

No mesmo painel, a professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Cristiana Fortini, afirmou que a cultura de Compliance deve ser construída e não imposta. Segundo Fortini, “o Compliance deve servir como uma opção para impulsionar as empresas para o futuro. Integridade é algo que influencia o comportamento das pessoas e é importante fomentar a criação desses traços culturais”.

A especialista em legislação anticorrupção, Isabel Franco, comentou que percebe um grande avanço no Brasil nos últimos quatro anos. “Os programas de Compliance no Brasil seguem padrões cada vez mais internacionais. Os colaboradores devem participar (da elaboração) de um programa desde o início e que ele deve ter a cara de cada empresa”.

Para o diretor do Centro de Pesquisa e Ensino em Compliance (Cpec), Rafael Mendes Gomes, a adoção de um programa de integridade por uma empresa é um caminho sem volta. “Ao realizar um programa de Compliance, o empregado pode apontar as coisas erradas. Esses programas têm como objetivo prevenir, detectar e remediar as irregularidades identificadas”, afirmou.

Tendências

O professor titular de Direito Penal da Universidade Castilla La Mancha (UCLM) e referência europeia em Compliance, Adán Nieto Martin, foi um dos debatedores do painel “Tendências europeias em Compliance e repercussões no Brasil: due dilligence de terceiros, privacidade e integração de riscos”. Segundo ele, “na Espanha, é previsto que a análise de risco deve ser feita para cada atividade de uma empresa”.

Já o professor da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, Eduardo Saad Diniz. abordou a importância de uma due dilligence, mas afirmou que “os controles não podem se tornar obsessivos”.

O debate foi realizado na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG) e contou com a participação dos Compliance Officers Eduardo Nunes (BHP) e Rogério Teixeira dos Santos (Vale), que atuaram como moderadores dos painéis.

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Transparência Internacional Brasil

Recentemente, a Samarco figurou em uma lista de estudo inédito feito pela organização Transparência Internacional Brasil. A empresa ocupou o 31º lugar em transparência entre as 100 maiores empresas brasileiras. A pesquisa, feita em 2017 e publicada neste ano, buscou identificar como as maiores corporações no país estão evoluindo em seus padrões de transparência e prevenção à corrupção.

Para saber mais sobre a pesquisa acesse aqui.