A colaboração entre empresas, academia, poder público e sociedade é fundamental para acelerar soluções para os desafios da mineração. A importância dessa parceria foi destacada pelo gerente de Desenvolvimento e Inovação da Samarco, Bruno Pimentel, durante o seminário “Inovação aplicada à mineração”, promovido pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (21/9), no painel “Vantagens competitivas e desafios”.
Ao lado de Ana Carolina Russo, professora da Poli-USP, José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Mineração, e de Julio Cesar Nery, diretor de assuntos minerários e sustentabilidade do Ibram, Bruno Pimentel destacou a colaboração como premissa para alcançar novas soluções tecnológicas. “Nenhuma empresa conseguirá sozinha desenvolver soluções para os desafios setoriais. A colaboração para vencer esses desafios não é opcional, é necessária. Precisamos envolver academia, empresas, poder público e a sociedade”, reforçou.
Durante a abertura do painel, Luis Manuel Rebelo Fernandes, secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou que o valor não está apenas na mina. A inovação está em transformar recurso em capacidade técnica e industrial. “O Brasil não compete por minério, compete por valor agregado”, ressaltou.
Para Bruno Pimentel, a inovação deve ir além dos ganhos operacionais e gerar benefícios para as comunidades e para a sociedade. “Estamos atentos e muito próximos às comunidades para influenciar e capacitar talentos para trabalhar na mineração”, disse. Ele destacou ainda a tecnologia aplicada nos territórios, como o projeto desenvolvido em parceria com a startup Lia Marinha, que possibilitou o tratamento de 100% da rede doméstica de esgoto do distrito de Camargos, em Mariana (MG).
O gerente da Samarco também apresentou as inovações presentes no processo produtivo da empresa, que opera sem utilização de barragens de rejeitos, adotando tecnologias de filtragem e empilhamento a seco. A empresa, segundo Bruno Pimentel, concentra esforços em pesquisa e desenvolvimento para reduzir a geração de rejeitos, ampliar o aproveitamento dos materiais e promover a economia circular. “A inovação possibilita reduzir riscos operacionais e ampliar as condições de segurança para as pessoas”, concluiu.